UNIÃO É FORÇA NA REPRESENTATIVIDADE

UNIÃO É FORÇA NA REPRESENTATIVIDADE

A DIVISÃO É A MAIOR INIMIGA DA CATEGORIA

Reflexão sobre união, consciência de classe e representatividade política — por Sargento Júlio César de Oliveira, Coordenador Geral do MIOSP-MG

A coragem de sair da zona de conforto para enfrentar o debate político, o domínio sobre leis, direitos humanos e logística de segurança pública, a capacidade de conduzir pessoas e gerir crises sob pressão e a união são as chaves para a vitória.

“Na minha humilde visão”, o maior perigo enfrentado pela categoria em períodos eleitorais não é o adversário externo, mas a divisão interna. Quando a caserna se fragmenta por vaidades ou disputas menores, corre-se o risco de pulverizar votos e terminar o pleito sem qualquer representante eleito. A divisão é o caminho mais curto para a invisibilidade política. Sem união, a classe perde sua voz legítima nas casas de leis e ficaremos à deriva.

Para que a representatividade seja efetiva, é fundamental que haja respeito mútuo entre os eleitores da caserna e os candidatos. Praças e Oficiais devem ser vistos como aliados de uma mesma causa. O foco deve seguir aquele que demonstra preparo, bons projetos e, acima de tudo, o respaldo real dos seus pares. A consciência de classe é entender que um representante da segurança pública eleito beneficia a todos, independentemente da patente que ostenta.

Não devemos excluir ninguém. O direito de ser candidato é sagrado, e a diversidade de patentes na política enriquece o debate. O objetivo deve ser a eleição de alguém que tenha o DNA da Polícia Militar, que conheça a realidade do quartel e que possua competência para legislar com sabedoria. Unidos, os policiais militares deixam de ser apenas espectadores das leis para se tornarem os autores das mudanças que a categoria e a sociedade tanto precisam.

É preciso entender que o nosso verdadeiro inimigo deseja exatamente a nossa fragmentação. Eles trabalham pela divisão da classe para garantir que ninguém seja eleito, mantendo o cenário atual, onde a categoria é tratada com desdém. O sistema quer que continuemos agindo como mendigos, de pires na mão, implorando por direitos que deveriam ser garantidos. Somente a união impede que sejamos subjugados.

Sargento Júlio César de Oliveira

Coordenador-Geral do MIOSP-MG

PEC 40/2024: MIOSP-MG intensifica cobrança e vai aos gabinetes em fevereiro

PEC 40/2024: MIOSP-MG intensifica cobrança e vai aos gabinetes em fevereiro

PEC 40/2024: MIOSP-MG endurece o tom e anuncia ofensiva política para cobrar governador, comando-geral e deputados

O cenário de indefinição e descaso com os servidores públicos de Minas Gerais — especialmente com os operadores da segurança pública — tornou-se insustentável. Diante disso, a PEC 40/2024 se consolida como o principal divisor de águas entre a valorização real e a continuidade do abandono institucional.

Protocolada em maio de 2024, a proposta segue paralisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), aguardando designação de relatoria. A morosidade não é técnica — é política. E o MIOSP-MG não aceitará que essa PEC seja empurrada para o esquecimento.

A PEC 40/2024 não é medida paliativa, nem promessa vazia. Ela garante recomposição inflacionária anual, com tratamento paritário para ativos, veteranos e pensionistas, corrigindo distorções históricas que corroem salários, aposentadorias e a dignidade de quem dedicou a vida ao serviço público.

Paridade é inegociável

O Movimento Independente dos Operadores da Segurança Pública de Minas Gerais (MIOSP-MG) deixa claro: não aceitaremos qualquer avanço que exclua veteranos e pensionistas.

Policiais militares, bombeiros militares, policiais civis, policiais penais e agentes socioeducativos — ativos ou veteranos, da ativa ou da reserva — fazem parte de uma única estrutura de segurança pública. Dividir a categoria é estratégia antiga para enfraquecer direitos, e não passará.

Enquanto a tropa da ativa recebe benefícios pontuais, como abono fardamento e auxílio-alimentação, veteranos e pensionistas seguem há anos sem qualquer recomposição inflacionária, com perdas acumuladas que ultrapassam limites aceitáveis. Não somos contra benefícios à ativa. Somos contra a exclusão de quem já serviu.

Cobrança direta ao Governador e ao Comando-Geral

O MIOSP-MG denuncia publicamente a postura do Governador Romeu Zema e do Comando-Geral da PMMG, que insistem no silêncio diante da situação dramática vivida por veteranos e pensionistas da segurança pública.

A aprovação da PEC 40 não é favor, nem concessão política. É o pagamento de uma dívida moral e institucional com homens e mulheres que garantiram a segurança do povo mineiro ao longo de décadas.

Quem tem contas a pagar, saúde fragilizada e família para sustentar não pode esperar a lentidão da burocracia política.

Fevereiro será de cobrança direta na ALMG

O MIOSP-MG anuncia, desde já, que a partir de fevereiro, com o fim do recesso parlamentar, iniciará uma peregrinação por todos os gabinetes dos deputados estaduais, cobrando posição pública e compromisso efetivo com a aprovação da PEC 40/2024.

Cada parlamentar será chamado à responsabilidade. Cada deputado terá que dizer, claramente, de que lado está:

– do lado da valorização dos servidores públicos e operadores da segurança pública
ou
– do lado do abandono, da omissão e do esquecimento dos veteranos e pensionistas.

O MIOSP-MG acompanha de perto cada movimento da PEC 40, especialmente sua tramitação na CCJ. Exigimos celeridade, transparência e responsabilidade política.

Teste de fogo para este governo

A PEC 40/2024 é o teste de fogo para o Governo de Minas Gerais. Ou este governo valoriza a história da segurança pública mineira, ou confirma, de uma vez por todas, o abandono de quem deu a vida por Minas Gerais.

Se o Governo e o Comando-Geral insistirem no silêncio, o MIOSP-MG será a voz que ecoará nos corredores da ALMG, nos gabinetes e nas ruas.

Não permitiremos que os heróis do passado se tornem os esquecidos do presente.

A luta continua. A cobrança será permanente. A união é a nossa força.

Diretoria do MIOSP-MG
Unidos, Vigilantes e Fortes.

Um ano termina. A luta continua.

Um ano termina. A luta continua.

Ao final de mais um ano, os operadores da segurança pública seguem cumprindo e honrando sua missão, mesmo diante de perdas salariais acumuladas e da falta de reconhecimento efetivo — realidade ainda mais dura para os veteranos e pensionistas, que dedicaram uma vida inteira ao serviço público.

O MIOSP-MG denuncia a falta de respeito do Governador de Minas Gerais e do Comando-Geral da PMMG com os veteranos e pensionistas. O tratamento à tropa da ativa, com abonos de fardamento e alimentação, é uma realidade legítima — e não temos nada contra. O que exigimos é que esse reconhecimento também alcance aqueles que já serviram ao Estado com honra, coragem e dedicação. Quem protegeu ontem merece respeito hoje!

A PEC 40/2024, protocolada em maio e ainda parada na ALMG, representa uma solução justa e constitucional para garantir a recomposição inflacionária anual e evitar que a desvalorização continue corroendo salários e aposentadorias.

Reafirmamos nosso compromisso: não haverá descanso enquanto essa pauta não avançar. Que 2026 comece com responsabilidade, sensibilidade e compromisso real com quem protege a população mineira todos os dias.

Valorização não entra em recesso

Valorização não entra em recesso

Mesmo durante o recesso de fim de ano, a realidade dos operadores da segurança pública não muda. As perdas inflacionárias continuam, os veteranos e pensionistas seguem esquecidos e a PEC 40/2024 permanece parada na ALMG, desde maio de 2024.

O MIOSP-MG segue atento e mobilizado, cobrando do Governo do Estado, do Comando-Geral da PMMG e dos parlamentares responsabilidade com quem sustenta a segurança pública em Minas Gerais.

📢 Reposição inflacionária anual é direito constitucional. Avançar com a PEC 40/2024 é uma decisão que não pode mais ser adiada.

PEC 40/2024 segue parada. Até quando?

PEC 40/2024 segue parada. Até quando?

Protocolada em maio de 2024, a PEC 40/2024 permanece paralisada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, sem avanço na tramitação. Uma proposta que assegura a recomposição inflacionária anual dos servidores públicos — especialmente dos operadores da segurança pública — não pode continuar esquecida.
Enquanto as perdas salariais se acumulam , ativos , veteranos e pensionistas seguem aguardando uma resposta concreta “dos deputados estaduais para que a tramitação da PEC ocorra o mais breve possível .”
O MIOSP-MG cobra empenho das lideranças políticas, do Governador de Minas Gerais e do Comando-Geral da PMMG para que a PEC 40/2024 avance. Valorização não pode ser discurso — precisa ser decisão.