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UNIÃO É FORÇA NA REPRESENTATIVIDADE

jan 9, 2026

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A DIVISÃO É A MAIOR INIMIGA DA CATEGORIA

Reflexão sobre união, consciência de classe e representatividade política — por Sargento Júlio César de Oliveira, Coordenador Geral do MIOSP-MG

A coragem de sair da zona de conforto para enfrentar o debate político, o domínio sobre leis, direitos humanos e logística de segurança pública, a capacidade de conduzir pessoas e gerir crises sob pressão e a união são as chaves para a vitória.

“Na minha humilde visão”, o maior perigo enfrentado pela categoria em períodos eleitorais não é o adversário externo, mas a divisão interna. Quando a caserna se fragmenta por vaidades ou disputas menores, corre-se o risco de pulverizar votos e terminar o pleito sem qualquer representante eleito. A divisão é o caminho mais curto para a invisibilidade política. Sem união, a classe perde sua voz legítima nas casas de leis e ficaremos à deriva.

Para que a representatividade seja efetiva, é fundamental que haja respeito mútuo entre os eleitores da caserna e os candidatos. Praças e Oficiais devem ser vistos como aliados de uma mesma causa. O foco deve seguir aquele que demonstra preparo, bons projetos e, acima de tudo, o respaldo real dos seus pares. A consciência de classe é entender que um representante da segurança pública eleito beneficia a todos, independentemente da patente que ostenta.

Não devemos excluir ninguém. O direito de ser candidato é sagrado, e a diversidade de patentes na política enriquece o debate. O objetivo deve ser a eleição de alguém que tenha o DNA da Polícia Militar, que conheça a realidade do quartel e que possua competência para legislar com sabedoria. Unidos, os policiais militares deixam de ser apenas espectadores das leis para se tornarem os autores das mudanças que a categoria e a sociedade tanto precisam.

É preciso entender que o nosso verdadeiro inimigo deseja exatamente a nossa fragmentação. Eles trabalham pela divisão da classe para garantir que ninguém seja eleito, mantendo o cenário atual, onde a categoria é tratada com desdém. O sistema quer que continuemos agindo como mendigos, de pires na mão, implorando por direitos que deveriam ser garantidos. Somente a união impede que sejamos subjugados.

Sargento Júlio César de Oliveira

Coordenador-Geral do MIOSP-MG